sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

NÃO VOS CHAMEIS MESTRES



NÃO VOS CHAMEIS MESTRES
“Não vos chameis mestres porque um só é vosso mestre, que é o vosso cristo”  (MT. 23.10). Na história do povo de Deus nunca se ouviu nem se percebeu tempos semelhantes a estes, que podemos classificar de tempo do estrelismo, do egocentrismo, da auto-suficiência, do Eulatrismo e de complexo de superioridade. Quando muitos tem se levantado em busca de sua própria posição,  reagem mostrando  suas insatisfações  não se conformando assim, com a posição que tem, nem tão pouco aceita ninguém ter, ou ser mais do que ele. Ele é  o graaaaaaaaaande, o insubstituívellllllllll, o revereeeeeeeendo, o apoooooooostolo,  o miniiiiiiiistro, o pastorrrrrrr, o cantorrrrrrrrrr. E para estes obterem esses títulos, vale qualquer coisa: deixam suas igreja de origens, decepcionam o ministério que antes  confiou, tentam furar a fila de espera da vontade de Deus, aceitam convite para mudarem de igreja tendo como premiação um título maior do que o que tinham antes, abrem ministério próprio para que os mesmos sejam presidentes quando não aceitam ser dirigidos por ninguém.  Passam a apascentar eles mesmos, esquecendo de suas origens e tudo aquilo quanto antes aprenderam e receberam. No mundo virtual que vivemos, eles estão sempre procurando mostrar os seus currículos vitais. Um dia desses fui solicitado para adicionar um desses que se identificava como REVERENDO PASTOR CONFERENCISTA CANTOR E MINISTRO DE LOUVOR FULANO DE TAL. Só não sei explicar onde esse encontrou tanto título dado a uma só pessoa, tenho pra mim que foi ele mesmo que o determinou. Depois encontramos outro que se identificava em um site de relacionamento se auto-promovendo de MISSIONÁRIO, perguntei ao mesmo, o irmão foi  enviado por quem? Ele me respondeu: pelo o espírito santo! Fui mais enfático ainda e disse: mas eu me refiro ao ministério? Qual foi o pastor que lhe enviou? Prontamente ele respondeu “não pastor se eu fosse esperar pelos homens eu nunca seria um missionário”. Logo entendi tudo que aquele moço queria dizer, então foi aí onde disse para ele: meu irmão para o apostolo Paulo se tornar um grande missionário, precisou ir a uma rua chamada direita, na casa de Judas, pois ali Ananias iria impor as mãos sobre ele, para dali se tornar um missionário e levar a palavra aos Gentios, ultrapassando as barreiras raciais e se tornando o grande missionário”. Depois disso ainda perguntei a esse moço sem obter resposta: “o irmão já passou pela casa de Judas e recebeu a benção de Ananias?”.
É aí onde mora o X da questão, muitos querem ser mestre sem nunca terem passado pela escola da humildade, querem ser obreiro, pastor, missionário ou terem qualquer titulo sem receber daqueles que estão nas hierarquias superiores, desconsiderando a autoridade que existe nesses homens, mas ao mesmo tempo se considerando capaz de autoridade para consagrar a si próprio e a outros, formando um grupo e denominando de ministério.
Esse mal está generalizado, em quase toda cidade onde existe um rebanho de Deus: vai sempre existir um Absalão vaidoso, avarento que não se conforma viver fora de um trono, um  Coré, Datã e um abirão querendo ter autoridade de Moisés. Um Sambalate, um Gerssen e um Tobias que se levanta contra aquilo que é construído para o beneficio da obra de Deus, um Alexandre o latoeiro para contradizer os homens de Deus naquilo que eles pregam. Mas, vale apenas esperar pra ver, nunca vi alguém entrar por esse caminho, para ter um final feliz, porque ministério é dádiva, é vocação e é dado por Deus sem arrependimento. Não é tomado a força, nem para atender as emoções, o ego, a vaidade, a soberba, mas sim para se confirmar e promover aquele que Deus tem escolhido.
Vale dizer que a escolha de Deus não é vista como a escolha humana, porque o homem ver o exterior, mas Deus ver o interior, o coração. Com isso não dar para definir uma chamada ou um ministério em uma pessoa pelo simples fato dele ter uma boa oratória, cantar muito bem, ser carismático, furtador de coração, perito na arte de persuadir, tudo isso pode ser chamado de dons naturais e que qualquer pessoa pode ser portador sem ser preciso uma conversão. Mas os dons ministeriais de Deus são para aqueles que Deus decide chamar, levando em consideração a sua vida intima com ele. De forma que ninguém impede uma chamada quando ela vem de Deus se não o próprio chamado, isto é, quando ele sai da condicionalidade que Deus lhe dar e tenta burlar o tempo de Deus fazendo o seu próprio tempo indo em  busca de título que ainda não tem e conseguindo através das facilidades que se tem no mercado da soberba e da vaidade. Já existe hoje em nossos dias, escolas de pastores que o aluno ao se matricular paga uma quantia equivalente R$. 1.200,00 e já sai com seu diploma e sua credencial de pastor, veja que um título de pastor hoje não custa tão caro, resta saber se esse título tem o reconhecimento de Deus.
Na vida secular quem tem um diploma que não seja reconhecido pelo MEC para nada serve, um diploma, uma credencial de pastor comprado por dinheiro não tendo o credenciamento de Deus não tem nenhuma validade, um ministério dado por Deus não tem dinheiro que pague. Receba a instrução de Jesus. Não vos chameis mestres, mas deixe que alguém lhe chame e quando alguém vir reconhecer a sua chamada tribute a Deus toda honra e toda glória e de toda bondade porque os dons e os ministérios pertencem a Ele e nós somos mordomos, aquele que cuida de bens alheio.
Não vos chameis de mestre. Usando as regras das exceções, é verdade que alguns têm um ministério itinerante tão próspero que se quer dar para atender a sua agenda na íntegra, mas não fundaram ministério para instrumento de competição nem tão pouco por vã gloria, pois nome e reconhecimento estes já tinham, mesmo assim permanecem ligado a uma autoridade eclesiástica que ele muito respeita e a considera como o seu líder e pastor, ele é líder, mas aceita ser liderado. Não faz assim os que apascentam a si mesmo, eles saem falando mal das suas igrejas de origens, são escandalosos, arrogantes, enfezados, ambiciosos, vaidosos e dotados de uma presunção sofista que na visão Platônica  não passavam de vendedores de emoções que usavam suas criticas deixando as dúvidas na medida que se perguntavam; será que estes tem tudo isso que eles pensam que tem? Não vos chameis mestres.



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